John Deree, Riachuelo, Amazon, Google, Microsoft e Twitter ... - CPG Click Petroleo e Gas

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Empresas como John Deere, Riachuelo, Amazon, Google, Microsoft e Twitter, juntas, perderam trilhões de dólares nos últimos meses, e isso acabou gerando um processo de demissão em massa. O Google, por exemplo, anunciou na última sexta feira (20) a demissão de 12 mil colaboradores no mundo inteiro, o que representa 6% de sua força de trabalho. Dois dias antes, a Microsoft também oficializou o corte de 10 mil colaboradores.

O mesmo acontece com John Deere, Riachuelo, Amazon, Twitter e Meta. Juntas, em apenas três meses, estas grandes empresas já desligaram mais de 50 mil profissionais.

A montadora de máquinas agrícolas, John Deere, que produz colhedoras de cana e pulverizadores, localizada no sudoeste de Goiás, anunciou a demissão de 85 trabalhadores. Em nota, a empresa afirma que os contratos com estes trabalhadores já foram finalizados, visto que havia um prazo determinado e o processo já está acontecendo da forma mais transparente possível.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (Simecat) informou que no começo de dezembro de 2022, a John Deere informou planejar demitir cerca de 200 de seus funcionários, devido a uma redução de quase 30% nos volumes de pulverizadores produzidos de 2022 para 2023.

De acordo com John Deere, a queda saiu de 2.550 para aproximadamente 1.700, sendo assim, quase 850 equipamentos deixaram de ser produzidos, o que trouxe a necessidade de reduzir pessoal. De lá para cá, diversas reuniões foram feitas entre o SIMECAT e John Deere, onde a entidade sugeriu medidas para evitar a demissão em massa, como o uso de banco de horas e lay off.

Apesar de não existir um consenso, logo após a reunião, a empresa agrícola John Deere baixou os números de colaboradores demitidos de 200 para 130. Carlos Albino de Rezende Júnior, presidente da entidade, conseguiu que a companhia não desligasse outros 45 colaboradores. Estes profissionais terão mudanças de cargo e uso de banco de horas.

O executivo destaca que permanece em reunião com a empresa para que seja possível fornecer benefícios aos 85 colaboradores demitidos.

Outra grande empresa brasileira a realizar uma demissão em massa no país foi o Grupo Guararapes, que controla as lojas Riachuelo em Fortaleza. No começo deste mês foi responsável pela demissão de cerca de 2 mil profissionais da Guararapes Confecções.

O grupo afirma que sua produção será focada em Natal, no Rio Grande do Norte, entretanto dados mostram que os prejudicados não devem conseguir uma rápida recolocação no mercado de trabalho. O Grupo destaca em nota que a decisão de demissão em massa compõe o planejamento estratégico da corporação, que visa otimizar a operação fabril para intensificar a diversidade, eficiência e competitividade dos produtos.

Guararapes Confecções destaca que o modelo de negócio integrado da empresa permanece inalterado, não impactando a cadeia de fornecimento no país. O controlador da Riachuelo afirma em nota que todos os colaboradores que foram demitidos e impactados pelo fechamento da companhia em Fortaleza contarão com assistência e um pacote extra, como auxílio neste período. As máquinas de costura industrial foram doadas às costureiras e, aos outros colaboradores, foi oferecido um adicional de mais um salário.

O brechó virtual Enjoei demitiu 31 funcionários também na última sexta feira (20). Houve também a interrupção de contratos com colaboradores que atuavam no regime de pessoa jurídica. Segundo fontes, devido ao clima interno da empresa, o corte de colaboradores já era esperado.

Apesar do processo de demissão ter sido “tranquilo”, a Enjoei não disponibilizou nenhum pacote de benefícios adicional aos prejudicados, como fizeram outras empresas. Em nota, a Enjoei confirmou a dispensa, ressaltando que o processo acontece para se alinhar os projetos e desafios para os próximos anos. O brechó virtual também afirmou que o arranjo permitirá a priorização de alguns projetos de curto e médio prazo.

A Enjoei pontua que segue focada em disponibilizar a melhor solução de consumo colaborativo para seus dois milhões de clientes e vendedores e o mais efetivo resultado para seus acionistas, parceiros e, claro, seus profissionais.

A empresa agradece a contribuição de cada funcionário que a deixa hoje, e afirma que prestará todo o apoio e suporte. Quando fundada em 2020, as ações da Enjoei foram definidas a R$ 10, 25 cadam no piso da faixa indicativa, passados pouco mais de dois anos, as ações da Enjoei acumulam queda maior que 80%, fechando o pregão da última sexta (20) cotados a R$ 1,02.

Companhias gigantes como Amazon, Google, Microsoft e Twitter realizam demissão em massa no mundo inteiro e o número de prejudicados já chega a 55,4 mil.

O Twitter, após ser comprado por Elon Musk, realizou demissões extremas de 3,7 mil funcionários. Segundo o chefe de segurança e integridade da empresa, Yoel Roth, afirmou no dia 4 de novembro que as demissões afetaram cerca de metade dos colaboradores.

A redução da força afetou cerca de 15% do setor de segurança, com a equipe de moderação de linha de frente recebendo o menor impacto.

Elon Musk confirmou a demissão em massa e comenta que infelizmente não há escolha, tendo em vista que a empresa está perdendo mais de US$ 4 milhões por dia. Todos que saíram receberam 3 meses de indenização, o que é 50% a mais do que o exigido legalmente.

No dia 9 de novembro, Mark Zuckerberg, presidente executivo da Meta, anunciou a demissão de mais de 11 mil colaboradores, representando cerca de 13% de sua força de trabalho, sendo o maior corte da história da companhia. Zuckerberg ressalta que a desaceleração macroeconômica e o aumento da concorrência fizeram com que a receita da empresa fosse muito menor que o esperado.

Segundo a agência Reuters, a Meta, cujas ações perderam mais de dois terços de seu valor, afirma que também planeja cortar gastos e estender seu congelamento de contratações até o primeiro trimestre deste ano.

Os gastos com o metaverso, universo paralelo anunciado como o futuro da internet, preocupava investidores da companhia. Até então, a unidade de metaverso, Reality Labs, resultou em perdas de US$ 9,44 bilhões em receita, somando se aos US$ 10 bilhões do ano anterior. A empresa projeta que as perdas aumentarão ainda mais em 2023.

No dia 14 deste mês, a Microsoft anunciou que cortará mais de 10 mil colaboradores até os meses de abril e junho deste ano. Este corte representa cerca de 5% da base total de colaboradores, segundo a própria empresa.

Em uma nota à equipe, Satya Nadella, presidente executivo da Microsoft, afirma que a gigante no setor de tecnologia ainda está lidando com uma queda no mercado de computadores pessoais após o fim da pandemia. A multinacional está passando por mudanças importantes e é necessário notar que, apesar de estar eliminando cargos em alguns setores, continuará a contratar em áreas chave estratégicas.

No começo deste ano, Andy Jassy, presidente executivo da Amazon, anunciou que a onda de demissão em massa na empresa continuará e mais de 18 mil funcionários serão prejudicados. Jassy afirma que as revisões que levaram ao plano de demissões tem como intuito priorizar o que é mais essencial para os clientes e a saúde a longo prazo dos seus negócios.

A Amazon conta com mais de 1,5 milhão de trabalhadores, incluindo pessoal dos depósitos, sendo a segunda maior empregadora dos EUA. Este plano não é novo, visto que em novembro do ano passado a empresa planejava demitir cerca de 10 mil funcionários de cargos de tecnologia e corporativos.

Na última sexta feira (20), a empresa matriz do Google, anunciou um plano global de demissão em massa que tem como objetivo cortar 12 mil colaboradores, seguindo a tendência de outras empresas citadas acima, aplicando uma reestruturação em larga escala. A medida da companhia impacta equipes em toda a corporação, incluindo recrutamento e alguns cargos corporativos, assim como algumas equipes de engenharia e produtos.

A demissão representa cerca de 6% de sua força de trabalho, de acordo com a agência de notícias Reuters. Segundo o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, a companhia decidiu reduzir sua força de trabalho em cerca de 12 mil colaboradores devido a uma resposta a uma realidade econômica distinta.

Analistas observam as demissões de companhias como John Deere, Riachuelo, Amazon, Google, Microsoft e Twitter como uma junção de vendas baixas, declínio da pandemia e menos anúncios, dada a atual situação econômica dos EUA.

Segundo Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação e professor da FGV, diversas dessas empresas se expandiram em 2020 e, nos anos seguintes, houve uma queda. No auge da pandemia, a digitalização aumentou. Todos estavam em casa, recebendo auxílio do governo e muitas pessoas gastaram mais online.

Desse modo as Big techs precisavam de pessoas para suportar a demanda, mas este crescimento não se manteve após a flexibilização do isolamento gerado pela covid. Para se ter uma noção, as bigtechs, citadas anteriormente, estão em um mau momento e apenas nos últimos 12 meses, já perderam cerca de US$ 4 trilhões em valor de mercado.

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